Aborto
Considerando que:
1) Nosso paradigma de bioética é o personalista espírita
que contempla a dignidade ontológica, a partir do zigoto,
onde a vida se inicia;
2) A vida é um bem indisponível, uma doação
do Ser Supremo, que se encontra presente no micro e no macrocosmo,
conclusão esta decorrente de pesquisas científicas
sobre a origem da vida que apontam para a existência de um
Planejador Inteligente, bem como de estudos sobre a embriogênese
e o psiquismo fetal. As dificuldades dos cientistas em definir o
que é vida e a impossibilidade de criá-la originariamente
em laboratório são alguns entre os muitos dados demonstrativos
da grandeza e da complexidade da Criação Divina.
Posicionamo-nos contrariamente a qualquer método que interrompa
a vida em algum ponto do continuum “zigoto-velho", inclusive
ao uso da "pílula do dia seguinte" e favoravelmente
ao Planejamento Familiar, através de métodos não-abortivos,
incluindo, entre estes, o DIU (Dispositivo intra-uterino), desde
que utilizado, no período fértil, em combinação
com método de barreira.
Carta de
Princípios estabelecida no V Congresso Médico-Espírita
(MEDNESP) - 28/05/2005