Eutanásia,
Distanásia e Morte Natural
Manifestamo-nos:
1) Contrariamente a qualquer meio intencional que
antecipe a morte natural do ser humano, seja pela eutanásia, ativa ou passiva,
ou pelo suicídio assistido;
2) Contrariamente à distanásia, por entendermos tratar-se
de um prolongamento inútil da vida, por uma obstinação
terapêutica ou diagnóstica, através de meios
artificiais que não trazem benefícios imediatos ao
paciente, levando-o a uma morte agoniada, com muito sofrimento orgânico,
psíquico e espiritual;
3) Favoravelmente à ocorrência da morte natural, a
que se dá no tempo certo.
Compete-nos respeitar a autonomia do paciente - suas crenças,
medos, desejos e esperanças -, oferecendo-lhe apoio médico,
psicológico, religioso e familiar, que lhe possibilite morrer
sem dor e viver, com dignidade, seus últimos instantes de
vida terrena. Compreendemos o processo do morrer como uma fase importante
para o aperfeiçoamento do Espírito, repleto de experiências
enriquecedoras, tanto para o médico, quanto para o paciente,
sobretudo, quando ambos têm os olhos voltados para a realidade
da vida imortal.
Carta de
Princípios estabelecida no V Congresso Médico-Espírita
(MEDNESP) - 28/05/2005