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Espiritismo
Histórico
No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas
girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as
mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se,
erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas
no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção
de um pesquisador sério, discípulo do célebre
Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.
Rivail, pedagogo
francês, fluente em diversos idiomas, autor
de livros didáticos e adepto de rigoroso método de
investigação científica não aceitou de
imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente,
observou que uma força inteligente as movia e investigou a
natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos
dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas
aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as,
tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e
não divulgando nada que não passasse por esse crivo.
Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se
adotando o pseudônimo de Allan Kardec. A Doutrina codificada
por ele tem caráter científico, religioso e filosófico.
Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião
está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A
Gênese”: "O espiritismo, marchando com o progresso,
jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem
estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse
ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará".
(www.febnet.org.br)
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França,
em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça)
com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou
um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda
do sistema de educação que exerceu tão grande
influência sobre a reforma dos estudos na França e na
Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês,
italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão
excertos de autores clássicos franceses, especialmente os
escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um
estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas,
aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu
obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos
de química, física, astronomia e anatomia comparada.
Membro de várias sociedades sábias, notadamente da
Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com
a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades
da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado
para o melhoramento da instrução pública (1828);
Curso prático e teórico de aritmética (1829,
segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa
clássica (1831).
Foi em 1854 que
o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno
mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus
primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência
o método da experimentação: nunca formulou teorias
pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia
as conseqüências; procurava sempre a razão e a
lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e
ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador
do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos
Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria
instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava
um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina,
decidiu publicar um livro, para instrução de todos.
Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril
de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de
diferenciar a obra espírita da produção pedagógica
anteriormente publicada.
Em janeiro de
1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista
Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro
dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864),
O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu
em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão
da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério
Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos
inéditos e anotações de Kardec no livro Obras
Póstumas, que foi lançado em 1890. (www.febnet.org.br)
Espiritismo no Brasil
Divulgado em
praticamente toda a Europa no século XIX, o
Espiritismo chegou ao Brasil em 1865. Hoje, o País é o
que reúne o maior número de espíritas em todo
o mundo. A Federação Espírita Brasileira – entidade
de âmbito nacional do Movimento Espírita – congrega
aproximadamente dez mil Instituições Espíritas,
espalhadas por todas as regiões do País.
Atualmente, o
Brasil possui 2,3 milhões de espíritas,
de acordo com o Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Terceiro maior grupo religioso
do País, os espíritas são, também, o
segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo
os dados do mesmo Censo.
Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática
do bem e da caridade. Eles mantêm em todos os Estados brasileiros
asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras
instituições de assistência e promoção
social.
Allan Kardec,
o Codificador do Espiritismo, é uma personalidade
bastante conhecida e respeitada no Brasil. Seus livros já venderam
mais de 20 milhões de exemplares em todo o País. Se
forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes
das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita
ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100
milhões de exemplares vendidos. (www.febnet.org.br)
Princípios
• O que é
•É
o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos
Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação
Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns,
O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
•“
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem
e destino dos Espíritos, bem como de suas relações
com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo).
•“
O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:
conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para
onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros
princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela
esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap.
VI – 4) .
O que revela
•
Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do
Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a
vida.
•
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual
o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor
e do sofrimento.
Sua abrangência
•
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo
toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do
comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração
da Humanidade.
•
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos
fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico,
religioso, ético, moral, educacional, social.
Seus ensinos fundamentais
•
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas
as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único,
onipotente, soberanamente justo e bom.
•
O Universo é criação de Deus. Abrange todos
os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais
e imateriais.
•
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos
encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual,
habitação dos Espíritos desencarnados.
•
No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes
graus de evolução: iguais, mais evoluídos e
menos evoluídos que os homens.
•
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o
seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
•
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.
O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito
ao corpo material.
•
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação.
Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive
a tudo.
•
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem,
intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra
mais elevada, até a perfeição, onde gozam de
inalterável felicidade.
•
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante
e depois de cada encarnação.
•
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias
ao seu próprio aprimoramento.
•
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências
corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez
do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços
que façam para chegar à perfeição.
•
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau
de perfeição que tenham alcançado: Espíritos
Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons
Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;
Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância,
pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
•
As relações dos Espíritos com os homens são
constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem
para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las
com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem
ao erro.
•
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina
que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura
da Lei de Deus.
•
A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para
a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a
solução para todos os problemas humanos e o objetivo
a ser atingido pela Humanidade.
•
O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas
conseqüências de suas ações.
•
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis
com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
•
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na
lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem,
assim como é inata a idéia da existência do Criador.
•
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança
se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus
lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um
socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
(www.febnet.org.br)
Medicina e Espiritismo
A CONSTRUÇÃO
DA ESPIRITUALIDADE NA MEDICINA
Por Dra. Marlene Nobre *
Cada vez mais, “minorias criativas” (1) buscam a integração
entre Fé e Razão, tendo em vista que é impossível
compreender o mundo, o universo e o próprio ser humano, sem
as luzes de um paradigma, de um modelo, que contemple todas as áreas
das cogitações humanas. As revoluções
conceituais da física , no século XX, muito contribuíram
para essa nova visão da realidade, demonstrando que a matéria
cedeu lugar à energia, o tempo é variável, o
movimento descontínuo, a interconectividade não localizada,
e a consciência é capaz de influir nos eventos, selecionando
possibilidades. Nesse novo tempo, especialistas passaram a enxergar
o ser humano de forma integral, conectado a uma imensa rede invisível,
que engloba todas as coisas, do micro ao macrocosmo, e não
têm nenhum pudor em reconhecer a complementaridade entre Ciência
e Religião, valorizando a integração da Espiritualidade à vida
humana.
Neste site, você acompanhará todos os desdobramentos
do novo paradigma para a saúde proposto pelo Espiritismo e
também notícias de outras propostas de Medicina e Espiritualidade.
Esperamos que ele possa lhe ser útil.
Cada vez mais, “minorias criativas” (1) buscam a integração
entre Fé e Razão, tendo em vista que é impossível
compreender o mundo, o universo e o próprio ser humano, sem
as luzes de um paradigma, de um modelo, que contemple todas as áreas
das cogitações humanas. As revoluções
conceituais da física , no século XX, muito contribuíram
para essa nova visão da realidade, demonstrando que a matéria
cedeu lugar à energia, o tempo é variável, o
movimento descontínuo, a interconectividade não localizada,
e a consciência é capaz de influir nos eventos, selecionando
possibilidades. Nesse novo tempo, especialistas passaram a enxergar
o ser humano de forma integral, conectado a uma imensa rede invisível,
que engloba todas as coisas, do micro ao macrocosmo, e não
têm nenhum pudor em reconhecer a complementaridade entre Ciência
e Religião, valorizando a integração da Espiritualidade à vida
humana.
Foi assim que
ganhou impulso, na década 1970, uma dessas
minorias criativas, formada por médicos que buscam implantar
nas universidades estudos de Medicina e Espiritualidade. Sob essa
denominação, já há cursos regulares ou
opcionais, e também de pós-graduação,
em 2/3 das universidades americanas, entre outras, nas Escolas Médicas
de Harvard, com Herbert Benson, judeu, de Duke, com Harold Koenig,
católico, do Novo México, com William Miller, luterano.
Afirmamos, com renovada alegria, que nós, médicos espíritas,
fazemos parte de uma dessas minorias criativas que tenta levar Espiritualidade às
universidades, porque os fundamentos da Medicina Espírita
estão em sintonia com o que é realizado, hoje, na maioria
das universidades norte-americanas.
A obra do ilustre
físico e humanista Fritjof Capra, especialmente,
O Ponto de Mutação , está na vanguarda dessa
luta em favor de um novo paradigma para a humanidade, em particular
para a Medicina, com sua proposta de Assistência Holística à Saúde,
que contempla o ser humano integral – Mente-Corpo. Nessa luta
por um novo modelo de saúde, engajou-se também o físico
quântico, Amit Goswami, com sua teoria sobre a Consciência,
exposta em sua obra, especialmente, O Universo Autoconsciente. Nela,
ele sustenta que a Consciência está fora da matéria,
sendo, na verdade, fonte criadora do mundo material.
Hoje, tanto quanto
nos séculos XIX e XX, há fortes
evidências científicas da existência do Espírito.
Pesquisadores, em sua maioria não espíritas, têm
investigado casos de Experiências de Quase Morte (EQM), Visões
no Leito de Morte, Experiências Fora do Corpo, Transcomunicação
Instrumental e Reencarnação, acumulando evidências
em favor da sobrevivência da alma.
O neuropsiquiatra,
Peter Fenwick, os cardiologistas Michael Sabom e Pim Van Lommel,
os psiquiatras, Raymond Moody Jr
, Elizabeth Kübler-Ross
e Sarah Kreutziger, o pediatra Melvin Morse, os psicólogos,
Kenneth Ring, Phillis Atwater e Margot Grey, entre outros, relataram
casos de EQM, contando o que centenas de sobreviventes da morte vivenciaram,
quando foram considerados clinicamente mortos. A conclusão
dos pesquisadores e dos sobreviventes é de que algo imaterial
sobrevive à morte do corpo físico.
Na alentada obra
Reincarnation and Biology, de Ian Stevenson , professor de Psiquiatria
da Faculdade de Medicina da
Universidade de Virgínia,
EUA, constatamos também, nos 2.600 casos pesquisados, não
apenas evidências da sobrevivência do espírito,
mas igualmente da reencarnação, podendo-se acompanhar,
inclusive, a correlação entre as marcas de nascença
e os defeitos congênitos da existência atual com as vivências
anteriores.
Hoje, já há centenas de trabalhos publicados em revistas
científicas prestigiadas, como The Lancet, New England Journal
of Medicine; British Medical Journal, JAMA etc. sobre o valor da
prece na terapêutica (ver site: www.ncbi.nlm.nih.gov, do NIH).
Do mesmo modo, experiências realizadas pelo psicólogo
brasileiro, Júlio Peres, em parceria com o neurocientista,
Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, EUA, evidenciaram áreas
do cérebro em funcionamento, que são ativadas e rebaixadas,
durante as sessões de Terapia por Regressão de Memória,
realizadas com pacientes do Instituto Nacional de Terapia de Vivências
Passadas (INTVP) do Brasil. Essas pesquisas, somadas às que
o dr. Newberg realizou com pessoas em estado de vigília e
meditação, mostram um campo promissor para o estudo
do Espírito e sua atuação sobre a matéria.
No Japão, Massaru Emoto, após 8 anos de investigação,
publicou o livro, Messages from the Water, mostrando como a água
pode formar cristais perfeitos ou não, conforme a ação
exercida sobre ela pelos pensamentos e sentimentos humanos. Tanto
as experiências de Andrew Newberg e Júlio Peres, quanto
as de Massaru Emoto trazem subsídios importantes para validar
a Terapêutica Complementar Espiritual e entreabrem novos campos
para a pesquisa em medicina energética.
Hoje, com o progresso
vertiginoso da Ciência e, igualmente,
o aumento maciço das doenças da alma, é imperioso
que esses cursos de Medicina e Espiritualidade se multipliquem nas
Escolas Médicas do mundo. A mudança de mentalidade,
porém, não é nada fácil. Há três
séculos, a ênfase tem sido para a visão de um
ser humano esquizofrênico, dividido entre as investigações
científicas e a busca religiosa, consideradas e alimentadas
como irreconciliáveis. Esse paradigma antigo, materialista
reducionista , está calcado no predomínio do egoísmo
sobre o amor, do intelecto sobre o sentimento, e tem sido responsável
pelo recrudescimento da violência, da ambição
sem freios, dos vícios, da intolerância religiosa e
das grandes desigualdades e calamidades sociais. Nele, o ser humano é reduzido
tão-somente às funções neuroquímicas
do cérebro, destituído de qualquer elemento imaterial
que anime suas células. Com esse modelo, não haverá paz
no mundo.
Contra ele, a
favor da integração espírito-matéria,
coloca-se o movimento em prol da Medicina e da Espiritualidade. Com
a preponderância deste modelo, que tem na solidariedade uma
de suas importantes vigas-mestras, acreditamos que os médicos
estarão muito mais aptos a lidar com a dor humana, esforçando-se
por diminuir os sofrimentos e angústias dos seus irmãos
em humanidade.
Notas:
(1) Expressão do historiador Arnold Toynbee, que designa grupos
minoritários de pessoas, defensoras de mudanças evolutivas,
em contraposição, à grande maioria, arraigada à mentalidade
arcaica.
(2) Tese desenvolvida no seu livro O Universo Autoconsciente
* Dra. Marlene
Nobre é Médica Ginecologista, CREMESP
10304, Presidente da Associação Médico-Espírita
do Brasil e Internacional.
Prática
Espirita
•Toda a prática espírita é gratuita,
como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de
graça o que de graça recebestes”.
•
A prática espírita é realizada com simplicidade,
sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão
de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
•
O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem
usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens,
andores, velas, procissões, sacramentos, concessões
de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas,
incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia,
pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou
formas de culto exterior.
•
O Espiritismo não impõe os seus princípios.
Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus
ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
•
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos
com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo
ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária
de vida que adotem.
•
Prática mediúnica espírita só é aquela
que é exercida com base nos princípios da Doutrina
Espírita e dentro da moral cristã.
•
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza
todos os esforços para a prática do bem e trabalha
pela confraternização e pela paz entre todos os povos
e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor,
nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece,
ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre
a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.
(www.febnet.org.br)
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